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Zika Vírus: Causas, Sintomas e Tratamento

Em:17/02/16 Por:barela

O que é o Zika Vírus?

O Zika Vírus é uma infecção causada pelo vírus Zika e é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo responsável pela dengue.

A doença foi inicialmente observada em macacos em Uganda, em 1947. Em 1954, na Nigéria, foram identificadas as primeiras contaminações em seres humanos. Desde então, por muito tempo a incidência ficou limitada em casos na África e na Ásia, mas chegou à Oceania em 2007 e naquela ocasião 73% da população foi infectada. Em 2013 foi registrada na Europa e, no Brasil, os primeiros casos foram percebidos em 2015, no Nordeste. 

Transmissão

Até pouco tempo atrás acreditava-se que a doença era transmitida exclusivamente pelo mosquito, ou seja, após picar alguém contaminado, o Aedes dissemina o Zika durante toda a vida que, em média, dura 45 dias.

Esta continua sendo a maneira principal de transmissão, mas há indícios de que não seja a única. Em fevereiro, o estado do Texas relatou o primeiro caso de um indivíduo que contraiu o vírus por relação sexual.

Atualmente, os cientistas estudam a possibilidade de contaminação por urina, saliva e sêmen, mas ainda não há resultados conclusivos quanto a isso.

Sintomas

Os sintomas são parecidos com os da dengue e começam de três a doze dias após a picada do mosquito. São eles:

– Febre baixa (entre 37,8 e 38,5 graus)

– Dor nas articulações (artralgia), mais frequentemente nas mãos e pés com possível inchaço

– Dor muscular (mialgia)

– Dor de cabeça e atrás dos olhos

– Erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira. Podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés.

Sintomas mais raros de infecção pelo Zika vírus incluem:

– Dor abdominal

– Diarreia

– Constipação

– Fotofobia e conjuntivite

– Pequenas úlceras na mucosa oral.

Cerca de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas. Manifestações graves são raras, mas podem acontecer e evoluir para a morte do paciente, como um caso registrado no Brasil em novembro de 2015. 

Diagnóstico

Quando houver suspeita de contaminação, o indivíduo deve ir ao hospital ou clínica de saúde mais próxima para realizar o diagnóstico, que será feito por meio de análise clínica e exame sorológico (de sangue).

A partir de uma amostra de sangue, os especialistas buscam a presença de anticorpos específicos para combater o Zika Vírus no sangue. Isso indicará que a doença está circulando pelo corpo e que o organismo está tentando combatê-lo. A técnica RT-PCR, de biologia molecular, também pode ser usada para identificar o vírus em estágios precoces de contaminação.

Outros exames ainda podem ser realizados:

– Testes de coagulação

– Eletrólitos

– Hematócrito

– Enzimas do fígado

– Contagem de plaquetas

– Raio X do tórax para demonstrar efusões pleurais.

Tratamento

Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também, por enquanto, não há vacina contra o vírus. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados.

Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus. Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue, devido à sua maior frequência e gravidade conhecida.

É fundamental que tenha acompanhamento médico e não ocorra automedicação.

Vacina

Não existe uma vacina para o Zika. Porém, cientistas do mundo inteiro estão empenhados no desenvolvimento do medicamento. Esse esforço ainda está em estágio inicial e os resultados devem demorar de três a cinco anos.

Prevenção

A melhor maneira de se prevenir em relação ao Zika Vírus não ter contato com o mosquito Aedes aegypti. Isso envolve combater sua procriação e impedir a picada. Veja algumas orientações, muito semelhantes ao que há anos é recomendado contra a dengue:

Evite o acúmulo de água

O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas.

Coloque areia nos vasos de plantas

O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de Zika Vírus devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.

Limpe as calhas

Grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de febre Zika, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Coloque tela nas janelas

Embora não seja tão eficaz, uma vez que as pessoas não ficam o dia inteiro em casa, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra o mosquito Aedes aegypti. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem-sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Lagos caseiros e aquários

Assim como as piscinas, também existe a possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se tornarem foco do Zika Vírus. Porém, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. O cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo

Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Uso de repelentes

O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método paliativo para se proteger contra o Zika Vírus. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Além disso, a duração e a eficácia do produto são temporárias, sendo necessária diversas reaplicações ao longo do dia, o que muitas pessoas não costumam fazer.

Suplementação vitamínica do complexo B

Tomar suplementos de vitaminas do complexo B pode mudar o odor que nosso organismo exala, confundindo o mosquito e funcionando como uma espécie de repelente. Outros alimentos de cheiro forte, como o alho, também podem ter esse efeito. No entanto, a suplementação deveria começar a ser feita antes da alta temporada de infecção do mosquito, e nem isso garante 100% de proteção contra o Zika Vírus. A estratégia deve se somar ao combate de focos da larva do mosquito, ao uso do repelente e à colocação de telas em portas e janelas, por exemplo.

Estatísticas do Zika

Em um boletim divulgado em 22 de janeiro, o ministério da Saúde informa que “é impossível saber o número real de infecções pelo vírus Zika”. As estimativas, no entanto, sugerem que em 2015 pode ter havido, aproximadamente, entre 500 mil e 1,5 milhões de casos no Brasil.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, em 2016 entre 3 e 4 milhões de pessoas devem contrair o Zika no continente americano, sendo 1,5 milhões no Brasil.

Pelo menos 22 países e territórios já confirmaram a circulação autóctone do vírus zika, desde maio de 2015, segundo a Opas. A maioria deles estão localizados no continente americano. São eles: Brasil, Barbados, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa (França), Haiti, Honduras, Martinica (França), México, Panamá, Paraguai, Porto Rico (EUA), Ilha de São Martinho (França/Holanda), Suriname, Venezuela, Ilhas Virgens (EUA), Samoa e Cabo Verde.

Além desses países, o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), também aponta casos da doença na Bolívia, Curaçao, República Dominicana, Guadalupe (França), Nicarágua, Tailândia, Fiji, Ilhas Maldivas, Nova Caledônia (França) e Ilhas Salomão. O órgão ainda indica que 10 países da Europa registraram casos importados de zika: Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Portugal, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido.

Zika Vírus e a microcefalia

Desde sua descoberta até pouco tempo atrás, o Zika Vírus não era uma grande preocupação por se tratar de uma doença pouco agressiva – com sintomas leves e passageiros – bem menos grave do que a dengue, por exemplo.

O alerta para uma emergência de saúde, oficializado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em fevereiro, foi dado pela suspeita de que a infecção em gestantes poderia prejudicar o feto resultando no nascimento de bebês com microcefalia, esta sim uma patologia preocupante, que provoca danos neurológicos permanentes (veja o tópico seguinte).

A associação entre as duas doenças ainda não está 100% confirmada, mas, de acordo com a maioria dos especialistas, existem “fortes evidências” disso. Do sangue da mãe, o vírus é capaz de se estabelecer em células da placenta, dessa maneira afetando o desenvolvimento do feto.

A microcefalia

Microcefalia é uma má-formação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, ou seja, igual ou inferior a 32 cm. A doença pode ocorrer por uma série de fatores como a genética, substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos) como bactérias, vírus e radiação.

Cerca de 90% dos casos estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade vão variar caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.

Entre as complicações da doença, estão:

– Déficit intelectual

– Atraso nas funções motoras e de fala

– Distorções faciais

– Nanismo ou baixa estatura

– Hiperatividade

– Epilepsia

– Dificuldades de coordenação e equilíbrio

– Alterações neurológicas.

– Algumas crianças com microcefalia podem não apresentar problemas de aprendizado.

A microcefalia normalmente é detectada nos primeiros exames após o nascimento em um check-up regular. Contudo, também é possível investigar a possibilidade no pré-natal.

Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até 23 de janeiro de 2016

Recomendações para as grávidas

– Rigor nos exames de pré-natal

– Eliminar criadouros do mosquito em casa.

– Embora o uso de produtos químicos deva ser naturalmente evitado, não há entre as normas da Anvisa impedimento para o uso de repelentes por grávidas, desde que o produto seja registrado. Então, esse cuidado deve ser tomado, com as seguintes recomendações:

■ Aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa.

■ A reaplicação deve ser realizada de acordo com indicação de cada fabricante.

■ Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação.

■ Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.

– Utilizar ar condicionado, pois a transmissão é mais rara em ambientes mais frios.

– Se for diagnosticada com o Zika, recomenda-se que a espere de seis a oito meses, após a cura, para engravidar.

Fontes:

– Ministério da Saúde

– Fantástico – Dr. Drauzio Varella

– Sociedade Brasileira de Infectologia

– Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças

– Portal Minha Vida

– O Estado de S. Paulo

– EBC

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