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O que é governança corporativa e sua importância nas empresas familiares

Em:12/05/16 Por:barela

As empresas familiares têm peculiaridades que exigem cuidados redobrados na administração. A principal dificuldade enfrentada é o estabelecimento de uma disciplina e o respeito à hierarquia no funcionamento da organização. Questões como direcionamento dos negócios, participação nos lucros e limitação de poderes são mais delicadas quando existe um relacionamento familiar entre os gestores. Da mesma maneira, é uma situação complexa quando chega o momento da sucessão.

Segundo o IBGE mais de 90% das empresas familiares não sobrevivem até os netos principalmente por causa de desentendimentos entre os parentes. Para evitar esse desfecho comum é necessário, preferencialmente desde o início, estabelecer um plano de governança corporativa para tornar o ambiente profissional.

Governança corporativa é um sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas. Tem como objetivo desenvolver boas práticas e recomendações objetivas para preservar e fazer crescer o valor de uma organização em longo prazo.

“Um dos propósitos do sistema de governança corporativa nas empresas familiares é fazer uma distinção clara entre propriedade e gestão”, explica Carlos Airton Pestana Rodrigues, diretor presidente da Governance Solutions, em artigo para a Endeavor. O princípio básico, portanto, é determinar que, sim, os familiares têm direitos como donos do negócio, mas não necessariamente liberdade para tomar decisões administrativas.

Essa regra é fundamental porque que os gestores necessitam de competências que nem sempre os proprietários possuem. E que, da mesma maneira, não são transferidas automaticamente de pai para filho. O plano de governança vai garantir, em primeiro lugar, que a empresa seja comandada por alguém preparado, mesmo que seja necessário buscar um executivo fora da família.

Outra meta é estabelecer limites para o relacionamento dos sócios com a empresa. Tornar claros os percentuais de participação de cada um e sua prerrogativa para influenciar nos rumos dos negócios e cometer abusos como empregar a namorada ou impor a gráfica de um amigo de faculdade como fornecedora. E, além disso, determinar critérios para a sucessão.

Nas empresas maiores, os especialistas recomendam a criação de um Conselho Familiar – sem os poderes dos Conselhos de Administração tradicionais para orientar a gestão – para instituir um regulamente e mediar conflitos que envolvam a questão do parentesco. O objetivo principal é construir um ambiente que seja orientado pela transparência, responsabilidade e equidade.

“O conjunto das práticas de governança corporativa, implementado de acordo com as necessidades de cada empresa familiar, além de trazer melhorias e crescimento, ajuda a proteger o negócio e a preservar a família, tornando-se imprescindível para a sobrevivência no mercado atual”, diz Sandra Papaiz, integrante do Conselho de Administração do Grupo Papaiz, empresa familiar na ativa desde 1952.

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