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Coparticipação é alternativa para economizar com plano de saúde

Em:04/10/17 Por:barela

Os reajustes dos planos de saúde têm superado a inflação seguidamente e a tendência deve continuar. Com isso, as empresas precisam buscar alternativas com novas formas de gestão. E a coparticipação é uma delas

O preço dos planos de saúde aumentou 67,9% nos últimos cinco anos, quase o dobro da inflação de 38,8%, de acordo com estudo apresentado em outubro pela Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP). “Os custos da saúde têm subido constantemente e ameaçam a sustentabilidade do sistema como um todo”, disse Francisco Balestrin, presidente da ANAHP.

E, além do sistema de saúde propriamente dito, o fenômeno pressiona as empresas que têm que oferecer o benefício aos funcionários, obrigadas, ano após ano, a suportar reajustes superiores aos que são capazes de aplicar aos seus produtos e serviços. Pesquisa de uma multinacional do segmento de gestão de benefício mostrou que, no final de 2016, 95% de um total de 58 grandes companhias brasileiras estavam preocupadas com os custos relacionados à saúde dos colaboradores.

O problema é que o descompasso entre os custos com saúde e os preços em geral é uma tendência para a qual, pelo menos por enquanto, parece não haver controle. Basta voltar ao estudo da ANAHP e verificar que o mesmo acontece em todo o mundo. Em 2016, a inflação média mundial foi de 2,9%, enquanto os custos da saúde aumentaram 8,1%. Portanto, não se trata de mais uma jabuticaba brasileira.

Parte da explicação está no aumento da expectativa de vida da população e no desenvolvimento da medicina, que incorpora procedimentos e medicamentos mais eficientes – e caros – aos tratamentos o tempo todo. Isso não vai parar, e nem deve, porque são avanços que beneficiam a todos, mas que vão continuar cobrando seus custos.

Por outro lado, no Brasil, existem também questões financeiras, gerenciais e culturais que se juntam ao desenvolvimento natural da sociedade e colaboram para a inflação dos planos de saúde. A boa notícia é que o setor está empenhado nesses pontos e busca saídas, e a má é que as soluções não serão imediatas.

Por tudo isso, é realista que os gestores das empresas se preparem para um período em que a média dos reajustes dos planos permaneça superando os preços em geral. Nesse ambiente, é indispensável obter economia por meio de ferramentas de gestão.

Uma alternativa é adotar o sistema de coparticipação, em que o funcionário assume uma parte do pagamento por consultas ou procedimentos menos complexos. Com isso, a empresa ganha com o evidente abatimento de uma fração dos custos, mas, principalmente, estimula o uso consciente do plano. Tendo que pagar, mesmo que somente uma pequena parcela do valor, o usuário vai avaliar a real necessidade de cada utilização e ainda fiscalizar o serviço dos prestadores. “Estudos indicam que 30% dos procedimentos realizados nos hospitais não são realmente necessários”, diz Raquel Marimon, presidente da consultoria em operações Strategy, especializada no mercado de saúde.

É uma estratégia que traz resultados, conforme prova sua popularização.

Em geral, na coparticipação o funcionário paga uma porcentagem, estabelecida pela empresa, do valor de consultas e exames, que são os procedimentos mais baratos, mas, ao mesmo tempo mais volumosos e passíveis de realização desnecessária. A cobrança é feita com desconto na folha de pagamento, ou seja, o uso não fica condicionado ao pagamento no ato, o que poderia acarretar dificuldades ao usuário. E a coparticipação não se aplica em casos mais complexos como cirurgias e internações, por exemplo, mantendo a proteção principal aos colaboradores

O uso indiscriminado do plano de saúde pelos funcionários é um dos principais fatores que inflacionam os reajustes por causa do aumento da sinistralidade. E a coparticipação é uma ferramenta eficaz para combater esse mau hábito.

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