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Como lidar com os high users do plano de saúde empresarial

Em:11/10/17 Por:barela

A empresa deve ter uma estratégia para funcionários que utilizam o plano em excesso e o melhor é prevenir para que o fenômeno não aconteça

Funcionários que utilizam com frequência excepcional o plano de saúde são classificados por
gestores do benefício como high users. Em geral, tratam-se de pacientes crônicos ou que
passaram por eventos que exigem internação prolongada, às vezes em UTI. Ambos os casos
vão contribuir para o aumento da taxa de sinistralidade, e por consequência para o reajuste
anual, e devem ter acompanhamento da empresa. E o ideal, porém, é uma estratégia para
minimizar o aparecimento dos high users.

A análise de perfil, hábitos e histórico médico pode fornecer para a empresa indicativos de
quais colaboradores têm mais probabilidade de se transformarem em high users. Com isso, os
gestores têm a possibilidade de intervir para estimular medidas preventivas e, com isso,
colaborar para uma vida mais saudável para o funcionário e menor sinistralidade no contrato
do plano de saúde.

O primeiro passo são exames médicos detalhados com entrevistas sobre o histórico de saúde e
hábitos. Doenças pré-existentes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e exposição a acidentes
são fatores que devem ser levados em consideração para a formação de grupos de risco. Em
seguida, acompanhar o número de consultas, exames e entradas no pronto-socorro de cada
funcionário.

A partir disso, a empresa deve oferecer tratamento individual para cada um dos high users. Às
vezes, não se trata de uma pessoa com indicações médicas recorrentes ou de um
hipocondríaco que abusa dos procedimentos. É comum encontrar usuários que têm
dificuldade de encontrar o tratamento indicado para um problema que teria solução simples.
Ele realiza consultas com diversos especialistas e fazendo todos os tipos de exame sem que o
problema seja resolvido.

Neste caso, a empresa pode oferecer orientações sobre os procedimentos e tratamentos mais
eficazes para cada doença, evitando desperdício de tempo e recursos e complicações que
podem afetar ainda mais a saúde do funcionário, além de representar mais custos para a
empresa.

A empresa ainda deve manter um programa permanente de incentivo ao uso consciente do
plano para todos os funcionários. O uso indiscriminado e sem necessidade do plano é um
fenômeno comum e precisa ser combatido. Existem, porém, pessoas com mais
susceptibilidade para esse comportamento e resistência para abandoná-lo, às vezes nem
especificamente um colaborador, mas um dependente. Esses casos devem ser identificados e
tratados individualmente, com conversas particulares explicando os prejuízos do costume, a
começar pela saúde do usuário.

Por fim, os doentes crônicos e pessoas com hábitos pouco saudáveis devem ser incentivados a
práticas que previnam condições mais graves. Exercícios físicos, boa alimentação, exames
periódicos e procedimentos antitabagistas têm que fazer parte permanente de programas de
promoção à saúde e, se possível, serem incorporados à cultura da empresa. Sempre com
acompanhamento mais próximo para os funcionários em grupos de risco.
E a boa notícia é que as operadoras de planos de saúde também têm interesse na prevenção
dos high users e, portanto, podem oferecer suporte para todas as providências listadas acima.

A empresa deve, quando negociar o contrato, solicitar a inclusão de recursos para os
programas preventivos. Assim, pode receber assistência para a pesquisa de perfil e exames
médicos iniciais, além das informações atualizadas sobre a utilização do plano e serviço de
segunda opinião médica.

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