Importância do combate ao alcoolismo

 em Dicas de Saúde, Para Você

Nesta semana, nós reforçamos a importância da conscientização quanto ao consumo excessivo do álcool com o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo (18 de Fevereiro). E os números preocupam: de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil segue entre os países que mais consomem bebidas alcoólicas na América Latina.

No Brasil são consumidos 8,7 litros de álcool puro por ano, enquanto a média mundial é de 8,4 litros. Em todo o mundo, aliás, a ingestão de bebidas alcoólicas mata mais de 3 milhões de pessoas por ano, segundo relatório da OMS, além de causar mais de 200 doenças, como cirrose hepática, câncer, trombose e até demência.

Esses números condizem com a relação equivocada que muitos ainda mantêm com a bebida – ela é vista como algo comum, que já faz parte da rotina, e é exatamente este o problema. Além disso, estudos realizados pelo Centro de Educação Médica Wake Forest School of Medicine, nos Estados Unidos, afirmam que o álcool funciona como uma espécie de antidepressivo de ação rápida.

A ingestão excessiva de álcool traz uma série de consequências para o organismo. O sistema digestivo é altamente prejudicado. Entre as doenças que podem surgir, estão gastrite crônica, úlcera, cirrose, hepatite tóxica, além da maior chance de desenvolvimento de câncer. O sistema nervoso também é afetado, com alterações de memória e síndrome da abstinência, por exemplo. Até o coração sofre, o dependente pode ter taquicardia, arritmia e pressão alta.

Combate ao alcoolismo: Dependência e doença

A dependência do álcool pode ser controlada, mas a doença não tem cura. O uso recorrente, por meses ou anos, resulta em alterações neuroquímicas. Essas alterações psicopatológicas e de funcionamento neuroquímico, na medida que são instaladas na pessoa, não desaparecem. É como se o sistema nervoso da pessoa fosse se acostumando ao efeito do álcool e, depois destas alterações se processarem, os neurônios ficam pedindo mais e mais para que a pessoa use a substância. Eles se costumam com essas alterações e essas alterações não poderão mais ser desfeitas.
De acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de 15 mil pacientes procuraram serviços contra a dependência química desde 2004.

Segundo os cientistas que estudaram o tema, isso explica porque tantas pessoas com depressão se tornam alcoólatras. Muitas vezes o álcool entra na vida das pessoas como válvula de escape para problemas maiores. Por isso, é importante falar sobre seus problemas e procurar ajuda.

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